Pois é... O tempo passa, meus amigos! Desde a última sexta-feira sou a mais nova balzaquiana do pedaço...É engraçado como a visão de tempo e idade muda ao longo da nossa vida. Há algum tempo atrás me imaginava tão diferente aos 30 que nem sei se fico feliz por não ter correspondido às expectativas, ou não – só sei que estou assumidíssima e, realmente, considero uma vitória ter chegado até aqui...
Pode parecer uma atitude pessimista – como assim, uma vitória chegar aos 30? Não seria aos 60, 80, 100 anos? – mas depois de todos os percalços, às vezes me sinto como uma sexagenária, centenária e, porque não, uma tremenda pré-adolescente!!
Acho que a idade é a constatação de que o tempo passou (e de quanto passou), algo concreto do qual não podemos escapar. Já a maturidade e o amadurecimento são muito relativos, dependem das experiências que vivemos, de quando as vivemos e de como passamos por elas – e disto eu não posso reclamar.
Se tem uma vida que foi extremamente colorida – com todas as cores, tons e nuances – foi a minha. E quer saber? Se não fosse tudo o que eu passei talvez nem tivesse chegado até aqui. Portanto, muito obrigada a todos os que fizeram e os que ainda fazem parte da minha vida, de perto ou de longe, há muito perdidos ou recém encontrados...
Bom, mas esse post surgiu, na verdade, porque muitos têm me perguntado: Por que balzaquiana? O que é isso?
O termo "balzaquiano" se refere ao escritor francês Honoré de Balzac, cuja morte completou 157 anos no último dia 18.
Para quem não conhece, Balzac é um dos maiores nomes do realismo literário, embora suas obras tenham sido escritas e publicadas no auge do romantismo francês, sendo A Comédia Humana sua obra mais conhecida (reúne mais de 90 romances sobre a vida burguesa na França do final do século XVIII e início do XIX).
Balzac também ficou conhecido pela produção volumosa, e dizem que chegava a escrever cerca de quinze horas por dia – impulsionado, claro, por um sem-número de xícaras de café.
Mas a obra que nos interessa aqui é Mulher de 30 Anos, onde em uma das passagens, ele escreve: "Casada, ela deixa de se pertencer, é a rainha e a escrava do lar". É... Coitada da Julie (a tal mulher de 30)! Para completar, casou-se com uma figura, Victor d'Aiglemont, que mal a distinguia de seu cavalo!
Bom, mas a "pérola" do livro (na minha opinião, claaaaaro!) é: "A fisionomia da mulher só começa aos trinta anos". Quanto a isto, tive a sorte de, em plena comemoração do meu 30º aniversário, uma amiga ver uma foto minha lá pelos 4 anos e dizer que eu num mudei nada!! Valeu Deza...!
Daí, chamar a mulher que completa 30 anos ou está nessa faixa etária de balzaquiana.... É isso!
Vou nessa porque me espera um livrinho que ganhei de aniversário!!
Ótima semana a todos e em breve eu retorno com a (interminável) saga dos pecados...
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