A morte rouba toda a seriedade da vida. Paul ValéryNuma semana em que se falou de morte até não poder mais, não pude evitar pensar a respeito; nem ficar meio mórbida. Bom, talvez seja só influência da TPM... Vai saber!
O que importa é que não me lembro de realmente ter tido medo da morte algum dia – dizem que é o grande medo, o pai de todos os medos – mas certo fascínio até. Não que queira morrer amanhã ou goste de velórios e enterros, mas gosto muito de preto e cemitérios.
Quanto ao preto, talvez a paixão seja porque não tem nada que eu ache tão "intenso". Na verdade não sei se esta é realmente a palavra, sei lá... gosto e pronto! Mas sei que gosto dos cemitérios pela paz e por conta da boa dose de misticismo que há em torno deles.
O fato é que a morte tem mais ou menos o mesmo efeito sobre mim que o fogo. Não que eu goste de cheiro de chifre queimado, mas adoro me perder no tempo e no espaço olhando as fogueiras acesas em luaus e festas juninas - 2 minutos perto do fogo e lá fui eu...
Bom, só o fato de eu estar aqui contando a história já dá pra sacar que nunca me atrevi a pular uma fogueira. E, cá pra nós, acho que fiz bem.
Também, não me preocupo se irei para o Céu ou para o Inferno. Não acredito em nenhum dos dois, e acho que isto talvez tenha um grande papel na minha fascinação pela morte, afinal, não tenho o que temer... Mas se tivesse que escolher, ficaria com o segundo: prefiro continuar pecadora assumidíssima! Além do quê, a imagem de passar a eternidade "viajando" nas labaredas me é muito mais tentadora que ouvir anjinhos tocando harpa.
E enquanto um pedaço de céu velho não cai na minha cabeça, como costuma dizer minha mãe, minha filosofia é: já que ainda estou por aqui, melhor aproveitar!
Então vou nessa. Ótimo final de semana a todos!
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Assim como outras coisas neste blogue, os comentários estão inativos... Desculpe o incômodo.
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.